| “Em caso de falha de todas as comunicações, os radioamadores conseguem comunicar” Apesar de existirem há 7 anos na cidade de Chaves, a Associação de Radioamadores do Alto Tâmega (ARAT) ainda é desconhecida por muitos, mas o que muita gente não sabe é que “em caso de falha de todas as comunicações, tal como sucedeu recentemente no Haiti, os radioamadores conseguem estabelecer comunicação com todo o mundo”, esclarece o tesoureiro da ARAT, Carlos Gouveia. Numa altura em que a Internet e o telemóvel são “reis”, ainda há quem opte por outra forma de comunicação: o rádio. Na cidade de Chaves, os radioamadores são cerca de 30, contudo em Portugal contam-se já cinco mil. Mas afinal o que é um radioamador? Muito simples. Um radioamador é alguém que comunica via rádio, através das ondas electromagnéticas, mas para além de comunicar via rádio, o radioamador aperfeiçoa e constrói os equipamentos que utiliza. Segundo o presidente da ARAT, Eduardo Gonçalves, “um radioamador tem que ser um engenhoca, alguém que perceba de electrónica, mas também de mecânica, tem que ser alpinista, para subir a não sei quantos metros de altura para montar uma antena, tem que falar línguas se quiser comunicar com radioamadores estrangeiros”. Para além de ser um hobbie, o radioamadorismo tem uma vertente social, isto porque, em “caso de catástrofe e falha total das comunicações nós podemos pedir ajuda”. Mas esta actividade é uma actividade muito dispendiosa, onde o preço dos equipamentos é variável. “Há rádios a 100 euros, mas também os há a 10 mil euros”, explica o presidente da ARAT. Contudo, Carlos Gouveia lembra, que se poupa muito dinheiro quando são eles próprios a construir o equipamento. “Há muito tempo que construo antenas”, recorda. A Associação tem sobrevivido “por si própria”, recebendo o apoio dos Bombeiros de Salvação Pública na cedência de uma sala que é a sua sede e recebem como único apoio monetário uma verba anual por parte da Câmara Municipal de Chaves.
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